segunda-feira, 12 de março de 2007

Noite de Botequim

Ele bebeu e bebeu e bebeu e bebeu e bebeu e bebeu...

E viu que ela

Dançou
Brincou
Cantou
Gritou!!

Olhou
Piscou
Sorriu
Viveu

Ciumento!
Briguento!
Violento?
Sangui( )no( )lento...

Peixeira pra fora
Buxo adentro
Quem sabe agora
Se acaba o tormento?

Fez o que podia e não podia.
Fez coisa certa e errada.
E então chorou...

Ela não quer mais
Pra ele, matar, jamais
Se alguma bala deve disparar
Será para, enfim, se safar
De um mundo já sem sentido
Sem solução e sem motivo

Sem a mulher que amava
Tirada do melhor amigo
Que nesta noite foi morto
Com facadas suas no umbigo
Por que continuar?

Pra quizila se resolver
A bala tem que entrar
Na cabeça do filho da puta
Que o espelho mostra sem cessar

Nessa noite...

o chão acabou mais fundo pra ele.